domingo, 18 de janeiro de 2015

Capítulo 2: O livro desconhecido!

     Trilha sonora:    https://www.youtube.com/watch?v=V1yMaZr4r-E https://www.youtube.com/watch?v=V1yMaZr4r-E  

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                                    Os Livros Desconhecidos!

18 á 19 anos depois do ocorrido na base espacial de Radaster...



O dia permanecia chuvoso por toda Dimensão A, a massa chuvosa veio dos reinos do sul atingindo a cidade de Radaster  em cheio, a população foi pega desprevenida já que o clima típico da região é calor e muito sol,   a casa da família Santos segurava bravamente pra não ser levada pela ventania, afinal era a casa mais antiga da região Sul da cidade, nela continha o grande esforço de marceneiros e lenhadores das décadas passadas, feita por completa na madeira mais resistente e antiga,  já o teto fora telhado com telhas de argila, em Radaster existem poucas casas assim, mas o interessante é que elas são bem vistosa e caras pelo grande valor histórico...
Na sala de visita a criança mais nova chorava por causa dos relâmpagos estridentes que rasgavam o céu da manha, os barulhos estrondosos faziam com que as paredes vibrassem causando arrepios na menininha.
Quando se é pequeno existem som calmos e tranquilizadores, porém há barulhos assombrosos que te faz perceber o quão é pequena e frágil, a garotinha estava nesta faze onde o trovão e os relâmpagos os intimidam e assustam.
_ Kelly, não Há motivos para medo, são só trovoes! – Marina explicou.
_ E o que eles são? – A garotinha de cinco anos perguntou com o rosto de baixo da coberta...
Marina já experiente com a irmã sabia que uma resposta monótona e correta não adiantaria, aliás, ela nem entenderia...
_ Promete guarda segredo? – a mais velha perguntou.
_ Prometo! –Kelly respondeu seguindo a irmã.
As duas subiram a escadaria, no final do corredor havia uma porta antiga na qual poucos se arriscariam á entrar, Marina muito acostumada acertou um chute para que a porta se abrisse e revelasse a biblioteca da família santos...
Os moveis ali não sabiam o que era pano por pelo menos dois anos, a pequena não conseguiu segurar a onda de espirros devido a grande camada de poeira e mofo. Kelly se aconchegou em uma poltrona e esperou a outra encontrar o livro.
Atrás da estante se localizava um baú enorme que era coberto por um lençol de bolinhas, dentro do baú estava uma coleção de livros antigos de capas gastas e sem títulos.
Marina retirou uma pilha até alcançar o mais grosso  e velho,  depois juntou ar nos pulmões para o assoprar fazendo com que milhares de acnes flutuassem no ar,  completando a ação a garota saiu da biblioteca, correu até a cozinha e esvaziou o pote de biscoitos  pondo tudo em uma tigela de plástico, em seguida  lavou as mãos e desligou a cafeteira pondo o café na garrafa e foi até a biblioteca novamente.
_ Pode comer! – a garota disse colocando a comida ao lado da irmã.·.
_ Porque está folhando o livro?
_ A palavra certa é folheando! E eu estou folheando pra encontrar a parte que te interessa...
Marina continuou passando pagina por pagina do imenso livro até encontrar o trecho desejado, ela leu e reformulou uma historia para que a irmã achasse divertido e estimulante...
_ Diz à lenda que em algum lugar nestes milhares e milhares de dimensões conhecidas e nas desconhecidas havia um rei bom e justo para com seu povo, poucos o conheciam e as maiorias tinham medo dele, pois eram tão justo que a população inteira receava ser condenado.  
Um dia um rapaz muito corajoso e leal decidiu falar com ele, o que não esperava era ouvir as palavras mais reconfortantes de sua vida, todos pensavam que o rei era mal, mas na verdade ele só era  justo e amava a todos e por isso os castigava para que pudessem aprender e não errar mais.
O Rapaz permaneceu com ele por longos dias sempre conversando e sabe o que chamava mais atenção dele? A voz...  O rei tinha uma voz grossa e forte na quais todos respeitavam e temia, a voz do rei era igual o trovão e cada palavra que ele dizia para o rapaz era uma trovoada para o povo...
_ Serio? Então os trovoes quer dizer que o rei está falando com alguém?
_ Sim, viu que não tem motivos pra ter medo!
_ Agora eu sei, eu amo trovoes...
As irmãs continuaram o dialogam quando em meio a um estralo de raio a campainha toca a chuva não dava trégua fazendo com que a campainha fosse quase inaudível, Marina se levantou e foi até a porta de entrada, ao abrir se deparou com os pais Karlos e Deise, eles estavam muito molhados e sujos.
_ Entram depressa, é melhor se secarem rápido antes que peguem algum resfriado! – Marina falou, já entregando uma toalha.
_ Onde está sua irmã? – Karlos perguntou revistando a casa.
_ Na biblioteca!
_ Quantas vezes vou ter que falar que não é pra ninguém entrar ali além de nós três Marina!
_ Mas ela faz parte da família!
_ Ela é uma criança, não entende o que é segredo, se o governo sonhar com isso, nós seríamos executados!
_Desculpa, eu deveria  ter obedecido sua regra. Como foi com o governador, por que os intimaram pra essa reunião já que nenhum de vocês são membros do parlamento? 
Os pais da garota se olharam por segundos, era um assunto muito delicado na qual ninguém compreenderia, somente os 28 convocados, que por sinal eram a maioria amigos...
_ Foi só ladainha meu amor. Agora pega um café pra mim, estou com um frio! – falou a mãe sorrindo.
A resposta não foi convincente, mas para não ser inconveniente a adolescentes não insistiu  na questão.
O resto do dia foi quieto e frio devido a chuva que só acabou a noite, Radaster estava completamente coberta de água, o que seria um grande problema no dia seguinte devido a grande movimentação no centro para as matriculas escolares, o colégio Diferença havia passado por uma reforma esse final de ano para que tudo esteja perfeito ao ano que se sucede e esse fato acabou atrasando as matriculas que será feita uma semana apenas antes do inicio das aulas. 



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